Sabe, gosto de vir aqui, de como as coisas aqui são paradas e como o tempo cessa sem muito desgaste, gosto de como aqui é vazio e as pessoas são transitórias, de como não se importam em demorar e apenas fazem o que tem de fazer.
Odeio esse apego as coisas, odeio o barulho e as pessoas, de terem tão pouco conteúdo e como seu ego é inflado por acreditarem possuir grande coisa.
Eu entendo o senso conceptivo individual, mas não consigo me abster a valores mínimos necessários, da consciência do presente e sua importância, e como isso nos remete ao passado. Não é obrigatorio gostar, mas é essencial saber.
Então prefiro aqueles que não conheço, que não posso julgar, por não saber quem são. Gosto do transitório, porque não dá tempo de assimila-los. Gosto do silencio pelo bloqueio de intimidade.
Não é como se eu não quisesse laços permanentemente, mas em tempos como os de agora, eu simplesmente os dispenso.
Mas obrigada por me ouvir,
Te amo, para sempre,
Todo o sempre.
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