segunda-feira, 28 de julho de 2014

Deveres para tão logo

Oi,

Hoje se passou mais um dia, e pra ser sincera, sei lá.
Estive com eles, mas preferia ter ficado em casa.
Nunca havia passado tanto essa necessidade de ficar fechada na minha casa, com minha familia.
Talvez seja o peso dos proximos tempos caindo mais cedo do que o esperado.
Eu não sei.
Me cansa especular também.
Eu ia passar os dias com ele, mas agora só queria passar esse tempo sozinha.
Semana que vem, droga.
Semana que vem não dá, ela vai vir passar o fim de semana comigo.
Queria dispensar ela, mas não posso, sabe.
Espero recuperar o humor até lá, pelo menos um pouco, por que ela não tem culpa.
Pelo menos poderemos pensar no projeto.
Merda.
Eu ando tão cansada, tão cansada.
Eu tambem não sei o que é, e não quero palpitar.
Talvez então, na outra semana eu possa ir visitar aquele lugar.
Ou não.
Talvez eu só deva ficar em.casa e fazer o que tiver de fazer.
Sem inventar mais compromissos.
Eu acho que devo me livrar de compromissos os quais não posso cumprir, porque isso é enganar a mim mesma e aos demais.
É duro, mas é o que deveria fazer.
Ok.
É isso.
Droga.

Te amo muito,
Pra sempre.

domingo, 27 de julho de 2014

Esquecimento

Olá,

Desculpa, eu só estou aqui pra dizer que tenho andado com medo de esquecer quem você é, ou foi.
Eu sinceramente não sei bem, por ando cheia de incertezas, então é isso;
Eu não quero esquecer, mas minha cabeça está uma bagunça danada, estou me recontruindo e reformando, talvez saia um novo 'eu' em breve.
Enfim, vamos esperar até, mas sempre estarei por aqui.
Ou quase sempre.

Sempre quer der é mais correto.

Te amo muito,
Saudades.

Inconformações

Olá,

Tantas inconformações, e pra dizer a verdade, mal sei como encarar.
A verdade é que eu já não sei de mais nada, mas existe algo que eu possa fazer?

Se eu quisesse fugir dessa realidade, eu poderia sair de casa, usar drogas, viver e fazer tanta merda, até parar na rua, e talvez morrer em um dia de frio, ser estuprada, ou talvez alguem jogue fogo em mim, porque não duvido que eu seria poupada, mas pra falar a verdade, estariam me fazendo um favor acabando com minha vida em um caso desses.
Loucura.

Mas são apenas ideias estupidas.

Eu não vou fugir, e suicidio deixou de ser uma opção há algum tempo, porque apesar de apagar quando morrer, eu enquanto consciente não posso ser tão egoísta e desestabilizar essa familia, não quero ser o motivo de uma quebra, ou que o pequeno entre em problemas porque eu fui egoísta.
E tudo isso porque sei que eles não tem a responsabilidade para se manterem fortes.
De qualquer maneira, isso só conclui que eu vou ter que ficar aqui, apesar da morte não ser uma questão que me preocupe, além dos que ficarão para trás, e os problemas que eu traria (em poucos aspectos, e ocasionalmente, nos demais).

A questão é que não é exatamente essa,são inconformações.

Não é a primeira vez que vemos ela inconformada e reclamando do pouco e nada que surgir a frente dela, ou do tudo e tanto também.
Eu até posso entender ela, mas me incomoda.
Ele não merecia mesmo tanta consideração e proteção, mas que posso fazer?
Ele é um velho, que podemos fazer conta idade?
Pensando bem, ele não merece nada disso.
Mas eu não iria querer ser tratada como um idiota ignorante ou estupida quando velha, então não quero agir assim com ele.
Eu tenho minhas limitações também, e desde já não quero que me tratem mal, então o que posso fazer é não agir como os demais.
Seria como questão de pensamento coletivo: e se todos nós fizessemos assim?
É como Sartre disse, e volto a repetir que eu o admiro, e gosto de poder pensar sobre suas ideologias e o quanto posso usa-las.
Eu sei que não serei poupada por agir desse jeito, mas não posso contar só com o que há de mal, existem pessoas gentis também, eu ainda tenho fé nas coisas boas.
Eu não vou destratar ninguem, ou agir mal porque os outros podem fazer isso comigo.
E se alguem mais tiver boas intenções?
Então, alguem também deve pensar como eu, assim, ela também dá sentido a isso, e logo, isso poderia ser um coletivo?
Quero dizer, eu vou seguir agindo da maneira que puder, e lógico, sem descuidar e me tornar ingenua, mas em primeira posição, fica a positividade.

Eu posso entender que existem limites de boa vontade, mas nem por isso vou concordar com alguem caçoando o velho, e coisas assim.
Talvez eu esteja sendo chata, mas quero poder entender os dois lados.
Enfim, não quero mais conversar.

Sinto sua falta,
Te amo.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Medo

Oi,

Sabe, veio aquele medo.
Dele.
Odeio essa proximidade, e essa delicadeza.
Eu tenho muito medo.
Eu tô com medo, e com nojo.
Mas o que eu posso fazer pra não ter que conviver com isso?
O que posso fazer pra me afastar e acabar com isso?
O que posso fazer para criar problemas fazendo isso?
Eu não sei, mas eu preciso.
Queria pedir ajuda ou socorro, queria poder conversar com alguem, mas esse não é o tipo de coisa que eu possa confiar a outro, mas eu tô com tanto medo.
E ele anda sendo tão grosso com ela, e também, com o pequeno.
Isso é um péssimo, terrivel sinal.
Mas ninguem enxerga, ninguem vê a diferença que isso faz.
E eu vou ter que arcar com isso aqui sozinha, mas eu ainda tenho medo.
E agora?
Eu não sei.
Só espero passar intacta, desejo muito, mesmo.

Porque pelo outro, eu não passei.
E também não pude escapar, e ninguém quis me proteger.

Queria que estivesse pra me proteger,
Mas daquela vez você também não me protegeu.
Eu precisaria pelo menos da sensação de ter alguem.
A verdade é que para isso, estou muito sozinha.
E estou tão perdida e confusa, e com medo...

Te amo,
Sinto sua falta.

Irrelevâncias

Oi,

Sabe, algo muito impressionante, e até duvidoso aconteceu.
Eles não reagiram agressivamente.
Sim, isso não aconteceu.
Não me pergunte como e porquê, porque ainda estou impressionada.
Se estou feliz?
Não sei, algo parece errado.
Como e quando as coisas mudaram?
Sinceramente, seria mais provavel considerar um dia exótico ou algo mudou mesmo?
Isso me preocupa, de qualquer maneira, não posso baixar a guarda, isso é extremamente perigoso.
Mas é estranho lidar com isso, de verdade.
Enfim, li alguns livros e isso me fez bem, vou continuar com minha terapia pessoal.
Alem disso, esqueci de perguntar qual livro tenho de ler, isso é mau, mas posso correr com a leitura se me responderem amanhã.
Que assim seja.

Alem disso, eu me sinto incomoda por algo.
Não sei o que estou deixando passar.
E ah, isso não é algo que eu deveria estar te contando, porque sei que você não concordaria, mas enfim...
Vou comprar aquilo, assim, quando a barra pesar e eu estiver mal, sem duvidas vou relaxar.
Só preciso ser bem, mas bem cautelosa.
E tomar cuidado com os rastros, mas ele vai me ajudar, imagino.

Então, acho que é isso.
A rotina é a mesma, as coisas não mudaram esses dias.

Mas segunda tudo se renova ou recomeça. Ou os dois.

Obrigada por me ouvir mais uma vez.
Te amo,
Pra sempre, todo o sempre.

domingo, 13 de julho de 2014

Eu errei

Oi,
Eu cometi um erro grave, quebrei algo do pequeno.
Isso foi mau, muito mau.
Só que o pequeno entendeu, mas ele não vai entender.
Então vou me foder de verdade.
Queria desaparecer, morrer e evitar confusão.

Tchau, tenho que ir.
Te amo,
Queria que estivesse pra me proteger.

Estou errada

Oi,
Ontem terminei de ler um livro e recordei como é bom terminar de um livro bom.
Acho que assim lerei varios livros daqui para frente.
Mas ao mesmo tempo, parei para pensar.
Acho que as vezes gostaria de ser invisivel, ou talvez mais invisivel.
Eu não sei.
Só queria ter minha propria vida sem que ninguem se importe de verdade, ou não se ligue para o que faço.
Odeio esses limites.
Se eu mesma não me permitisse quebrar regras nem sei como estaria agora, talvez triplamente sufocada.
Eles não pensam que é impossivel estar tudo bem se dependesse da rotina que eles acham que eu levo.
Eu estou grata dessa independencia que tenho de ter, pelo menos posso tomar minhas proprias decisões para coisas que estão apenas em minhas mãos.
Acho que ficou tudo bem, só espero não estar enganada quando voltar para casa, sinceramente.
Odiaria saber que foi um engano, alarme falso.
Alem disso, decidi que os dias em que não houver nada a tarde, irei para algum dos dois lugares.
Estarei sempre prevenida, e também não vou contar com ela, porque ela é egoísta demais para que eu possa fazer isso.
Alem de me equilibrar e planejar para os domingos também, porque eu não posso fica nesse inferno.
Se bem que preferirira não ter de dar informação alguma.
Odeio que marquem meus passos.
É sobre isso que digo, não como o tipo de aborrecimento idiota, mas pelo sufoco.
Ela só faz isso, porque não consegue aceitar que outros tentem ter uma vida propria e fora da vista dela.
Por mim, ela nem conheceria um milésimo da minha vida.
As vezes pareço uma má pessoa, mas não é isso.
Só acho que ela caminha pelo lado errado, acho que ela poderia buscar alternativas para ela, ao invés de querer vetar as minhas, por exemplo.
Isso soa tão tosco e tipico, mas é porque a acho muito egoísta.
Ela age mal pelos motivos errados, porque eu poderia ser mais compreensiva se tivesse certeza de qual é o interesse dela.
Acho que prefiro fazer tudo na minha mesmo, e ter sossego e nenhuma intromissão.
Devo, a partir de agora, me afastar.
Isso vai ser mau, por causa deles, mas é a coisa certa a fazer.
Mas eles tem de ir se acostumando a me perder, e nem será assim, mas é que lhes consta algum tipo de senso de propriedade, e isso é mesmo uma merda.
Vivendo pelo que eles escolheram, mas pelos meus meios não é egoísmo, pois até agora continuo aceitando o que me impoem.
Há algo que eles podem reclamar?
Não podem me exigir mais, então que as coisas se encerrem por aí.
Que aprendam a aceitar pelo menos.
E também, vai ser dificil pra mim dar a cara a tapa para aquela coisa toda, então eu imploro espaço para que eu não morra.
Não quero, porque o balde de gelo virá de uma vez sobre mim.
ELES TEM DE ENTENDER ISSO DE UMA VEZ POR TODAS.
Não dou problemas, sou compreensiva e ajudo no que posso.
O que há de mal em pedir só por isso?
Fico complexada em parecer egoísta, mas tenho certeza de que não, só não posso me sacrificar tanto.
Sou um ser-humano, apesar de tudo.
Odeio tudo isso.
Odeio mesmo.
Mas ok.

Sou idiota, eu sei.
Te amo,
Sinto sua falta.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Incertezas; vulnerabilidade

Oi,

Tenho tantas coisas para fazer, e na verdade estou preocupada porque não posso fazer nenhuma delas agora.
Sem uma boa internet é dificil fazer boas pesquisas, não posso assistir as coisas que preciso, nem nada.
Talvez seja desculpa porque não fiz isso quando estava em casa, mas acho que caiu a ficha com esse acréscimo pesando na minha vida.

O tempo corre, não para, não espera.

E então, eu que parei, e deixei tudo cair bem na minha cabeça. Bem feito?
Talvez eu merecesse mesmo isso, para adquirir algum tipo de senso.
Dia 10.
Tenho só 11 dias de sossego.
Eles só vão me liberar com 7 dias, e sim, eu estou preocupada.
Mas também confesso que estou fugindo de leitura forçada, fico encabulada, mas tenho que fazer um esforço.
Talvez eu precise mesmo é de um tapa na cara, literalmente.

Procrastinando de novo, Idiota.

Eu queria ir pra lá, e me fechar.
Eu queria ir acolá, e me libertar.

Eu só queria vento forte batendo na minha cara, uma chuva fria, e a sensação de não ter obrigação nas minhas costas.

Talvez eu esteja com o abominável complexo da idade, da idade que eu nem tenho.
Mas me empurram pra essa responsabilidade desde agora, e odeio essa suavidade.
É estupido, porque agora ela só esta em minhas costas, acho que estão lavando as próprias mãos usando a psicologia, e está dando certo, já que ficarei sem argumentos.

Além de procrastinadora, sou uma irresponsável.
Ou gostaria de poder ser.

Eu nem sei bem onde ir, e o que fazer.
Acho que não choro faz um bom tempo, e isso também não tá sendo muito bom.
Não extravazo nada, e fico nessa porcaria de discussão interna, mas que coisa mais inutil.
Isso sim é pura enrolação, nem sei o que estou fazendo aqui.
Desculpa, mas preciso que me acompanhe nisso também.
Apesar de Sartre ter toda razão, algumas decisões  que as pessoas tomam são baseadas nas emoções, no cuidado com os outros e consigo mesmos, então, soa obrigação.
Quanta estupidez. Quanta covardia.
Vou ir sozinha.
Eu acho que preciso disso, mesmo.

Sufocada. Amarrada. Enforcada. Asfixiada.

Tenho de todo ar puro agora, mas sabe que essa sensação não passa?
Acho que essa discussão que tive a vida inteira de sempre precisar um pouquinho da solidão não era mentira dos tempos dificeis, acho que se tornou, afinal, um traço meu.
Também acho que aprendi a responsabilidade da maneira errada, por isso sou procrastinadora.
Também sou responsavel pelo que sou agora, até porque reconheço, mas não mudo.
Por que não mudo?
Acho que é porque não queria mudar, quero viver tudo aquilo que não posso pelos motivos que me envergonho de ter.
Essa vergonha, sinto raiva.
Se é por ser patético, ou por ser frustrada, não sei bem. Acho que por ambos.
Fico triste por ter raiva, por tudo isso.
As coisas poderiam ser mais mágicas, né.

Ah, o que não daria por mais emoção.

Nem é o tédio, nem a monotonia.
É o sentimento de frustração.
Quanto sentimentalismo, meu deus (não questione o maiúsculo, por favor).

Te contei que ando comendo muito?
Espero que não seja emocional, realmente.
Vou ficar encabulada demais, porque aliás, já existem coisas demais fora de controle para algo se unir a minha bagunça.
E dessa vez, eu nem posso controlar.

Você poderia ter ficado.

Eu te amo tanto,
Sinto tanto sua falta, sinceramente, essa é a única coisa que não posso prender.
Você ainda é aquele buraco que me desarma e me deixa vulneravel.
Você é aquilo que me machuca de todas as formas, de todos os modos.
Me deixou toda essa enfermidade, e toda essa saudade.

Mas ainda parece tudo bem.
Eu só preciso achar a pessoa certa para me ver desabar, a pessoa que darei o direito, e que estará livre dos meus muros, aquela pessoa que carregará a responsabilidade de lidar com minha sensibilidade.
Alguém que não vá embora sem se importar.
Sem egoísmo, sem individualismo.

E as vezes, eu só quero que ela apareça logo, porque as vezes também, não sei até onde consigo aguentar.

E você não vai voltar.

Mas obrigada por me ouvir,
Eu sinto muito sua falta,
Te amo muito, mesmo.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Sem Pensamentos

Oi.
Acho que vou desistir mesmo de escrever.
Eu não sirvo pra isso.
Acho que só saem coisas de mim quando tô muito magoada, mas como aprendi a me controlar, e a me importar menos com o que vem dos outros, que anda mais dificil me magoar tanto, então eu vivo na mesma monotia diária.
Me faltam emoções e razões.
Eu resolvi que vou dar um jeito de sair semana que vem, mas não sei para onde vou, para onde quero ir.
Pensei em ir naquele lugar, não me sinto pressionada, nem nada.
Mas eu queria um lugar novo, e confortavel.
Existe algum lugar assim?
Ele me disse para que quando ele viesse aqui, gostaria que eu o levasse a um lugar especial para mim.
E foi aí que percebi que não tenho nenhum lugar especial, que eu goste, que eu me sinta familiarizada e confortavel.
E pensei se sou vazia demais por não conseguir me apegar a nada.
Andei pensando esporadicamente nisso.

Será que sou tão ruim assim?
Será que é mau não me apegar as coisas?

Só é mais simples não viver dessa maneira, é só natural para mim agora.
O fato é que me sinto mal, porque eu vejo que não tem quase ninguem com quem eu conte ou sonhe um para sempre.
Eu se quer tento me enganar.
É como se eu soubesse que hora ou outra as coisas envelhecem e quebram, morrem e não há nada que possa ser feito.
Eu penso assim sobre as amizades, e me sinto verdadeiramente mal por encarar isso tão naturalmente.
Seria frieza minha?
Eu realmente não sei.

Eu me enjoo fácil das pessoas, odeio sentir apego meu ou dos outros sobre mim, me sinto sufocada e sem espaço.
É como se exigissem de mim, e isso me incomoda tanto.
Odeio melosidade, e parece que me sinto melhor quando ignorada do que quando procurada sempre.
É como se respeitassem um espaço, é como se fosse um acordo onde eu também ganho o direito.
Eu tendo a ignorar sempre as pessoas, acho que pelo mesmo motivo.

Isso em partes também tem um pouco de culpa deles.
Eles me sufocam demais, exigem demais.
É o tempo sorrisos e braços abertos, mesmo se eu estiver um caco.
E eles não entendem, nem fazem questão.
São tão egoístas que mal podem ignorar o que o outro sente, são o tempo todo exigencias de uma satisfação que não existe.
Eles gostam de viver uma mentira.
E ao mesmo tempo gostam de esfregar na cara dos outros suas próprias verdades.
Verdades próprias, mentiras para si mesmos, e logo, também para os outros?
Um verdade que é uma mentira, que é mesmo uma verdade?
A unica verdade, talvez seja que tudo é uma mentira.
Eles são tão previsíveis, mas não são uma certeza porque não são uma verdade.
Eu não sei até onde eles são sinceros.

E eis mais uma bagunça.
E mais uma vez, eu não tenho pensamentos sobre.

É isso,
Te amo, para sempre.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Por ele

Oi,

Hoje ele veio falar comigo.
Não respondi, como as vezes faço.
Me sinto mal fazendo isso com ele, ele é muito especial para mim. De verdade.
Não é por mal, mas me sinto cansada.
É como se estivesse tendo que ser inflingida a apenas ouvir, é como se viesse apenas para ser ouvido.
Isso me soa meio egoísta.
Isso já me cansa.
Então prefiro enfiar tudo em uma unica carta,  e assim, não soa egoísta nem de minha parte, ou da parte dele.
Com ele eu queria que as coisas fossem mais como antes e ele pudesse ver melhor as coisas.
Acho que aprendi a ser mais corajosa e sincera com minhas derrotas, e é como se esperasse que os outros cresçam do mesmo modo.
Sou idiota, mas eu bem que queria que as pessoas evoluíssem também.
Para o bem delas.
Elas não conseguem enxergar o mal que fazem a si mesmas, eu sei porque já fui assim.
Mas os outros são os outros, e eu sou eu, não posso misturar.
Não posso cometer o mesmo erro.
Talvez seja o momento de aprender a lidar direito com isso.
Talvez eu que esteja sendo egoísta.
Não é minha intenção, por isso vou tentar fazer as coisas direito.
Do jeito que eu acho, eu acho...
Eu queria me sentir mais segura quanto a isso, mas é melhor confiar no que tenho agora, e deixar que o futuro traga as consequências.
Sei que é importante ser mais equilibrada, pode deixar.

Te amo, coisinha.
Pra sempre, todo o sempre.

Estou aqui

Oi,
Na verdade,  eu tenho muita coisa pra te falar, mas tá tudo guardado até eu poder te dizer.
Ando meio longe, mas tô sempre perto.
Junho eu disse muito mais do que pensei que poderia.
E é tudo com você, porque é você.
Queria poder trazer tudo, mas só quando eu voltar pra casa.

Te amo,
Pra todo sempre.