sábado, 7 de novembro de 2015

Pressão

Olá,
Sabe aquelas histórias de filmes de ensino médio?
Daquelas pessoas que sofrem pressão por causa de faculdade e pelo resto que vem pela frente?
Sempre pensei que todas aquelas coisas pertencessem muito mais a ficções do que a vida real, mas tenho me sentido péssima.
Os dias são uma pressão completa, e eu sinto que após os próximos 30 dias, eu vou estar sem chão de verdade.
Isso é apenas um simulado do que me espera.

Sem trabalho, apenas peso.
Sem futuro. Sem certezas. Sem vida.

Não me refiro a vida pessoal, me refiro a vida real.

As coisas estão complicadas, e eu deveria já estar fazendo algo.
Tenho medo do mundo real e isso está ficando cada vez mais acentuado.
As vezes, eu sinto que posso pirar, e fico com um pouco de medo disso.
Eu sou insegura e esquista, com doença crônica atestada, e morro de medo que isso  seja um empecilho real pra todos os meus passos em todos os meu caminhos que ainda desejo, espero, e creio, que irei trilhar.

Eu não queria que a vida fosse fácil, isso tem a ver com os desafios e a sede, mas não queria que o tempo fosse meu mais inimigo.
Inimigo das vidas que se passam, inimigo de determina quem fica e quem vai, inimigo que me deixa para trás, inimigo que tira as coisas de mim, inimigo que me isola.

A vida é tão real, e isso me assusta.

Você não está mais aqui comigo, e eu realmente um dia achei que você estaria comigo ao menos até meu primeiro emprego, onde eu te daria um anel bonito que te deixaria feliz e orgulhosa, que tentaria compensar o seu anel que perdi na primeira série, depois de tanta insistência.
Esperava que ao menos amigos permanecessem mais tempo, por serem tão jovens quanto eu, que eles ficassem e estivessem para me ajudar a recordar tempos que passaram assim como os meus.

Mas eu perdi, e as vezes acho que essas coisas acontecem por minha causa, porque tinham que me ensinar alguma coisa.

E as vezes eu fico perdida, porque tudo tem seus dois lados da moeda, e meus sonhos e conquistam me obrigam abrir mão de certas coisas, coisas as quais eu não queria de jeito algum abrir mão, mas isso e meus sonhos são importantes pra mim.
Eu queria morrer feliz, e descobri, que queria morrer amada.

O mundo frio não é para mim, descobri que o medo, que a desesperança não me pertencem. Descobri que a falta de sonhos e fé em dias melhores, menos ainda.

Então, o que me resta?

Minha família, meu maior ouro, meus sonhos e um futuro inteiro cheio de dúvidas.

E se eu morrer cedo?
E se eu morrer triste?
E se eu morrer sozinha?
E se eu morrer sem ter vivido?
E se...?

Eu tenho medo.

E se eu decepcionar os únicos que me importam?
E se eu não, e se eu nunca conquistar nada?

Tenho tantas coisas.
Eu queria ser super-poderosa e transformar as coisas.
Queria que as pessoas se amassem, que as pessoas encontrassem paz, que não tentassem oprimir os outros, da maneira que for, que elas não fossem egoístas.
E meu pai me fala para não me iludir, porque eu não tenho esse poder, mas eu prefiro acreditar que eu posso. Prefiro acreditar que da maneira que eu viver, eu possa encontrar a morte certa de que eu tentei ao máximo. Que tentei ao máximo encontrar meus sonhos na realidade, os sonhos sobre a realidade de um jeito diferente. Que não matei meu espirito, e que ao menos, ajudei alguém a resgatar o seu.

Eu só espero que eu chegue em algum lugar, e que no final das contas, eu não morra nesse labirinto.

Eu te amo,
Sinto sua falta de um jeito arrasador.
Você me dava colo, me dava apoio, e me dava segurança.
Você me dava sem parecer esperar nada de volta.
Eu não tinha medo de te decepcionar tanto, não com seu amor incondicional.

Te queria comigo.
Sinto sua falta, de verdade.
Até um dia.

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