já fazem alguns meses desde a ultima vez que estive aqui, e tenho a sensação de que pouca coisa mudou.
ainda sou uma bagunça, ainda estou uma bagunça.
dinheiro ainda é um problema e sinto que nunca vai deixar de ser, acho que sou materialista mesmo e essa é mais uma das questões que vou esquecer de comentar com minha terapeuta que parece não estar ajudando em nada, sinceramente.
sem insights ate agora, é tudo a mesma coisa.
ao menos o universo conspira e em meio a crise surgiram soluções e auxilios que manejaram o pior, salvaram da fome plena.
mas acho que estou mesmo amadurecendo e reconhendo que as vezes eu posso não ser só coisas boas. não tenho que ser generosa e dificilmente vou ser isso o tempo todo.
as vezes eu tambem só estou cansada mas eu poderia manejar esse cansaço e ir dormir um pouco mais pra ser mais efetiva quando for o caso de ser.
e aos poucos, a passos muito lentos eu estou fazendo as coisas como posso.
só não quero, não posso e nem pretendo parar tão cedo.
mas acho que o que me agonia é essa ansiedade que me come por dentro, mastiga e revira tudo.
não importa o quanto as coisas melhores, existem uma infinidade de coisas pra resolver e parece que eu realmente não sei por onde começar.
não sei mais eleger prioridades e se eu puderesse faria o dia ter 72h pra poder capacitar a quantidade de coisas que gostaria ou precisaria fazer pra começar a organizar as coisas.
mas no fundo acho que sei que só vou poder começar a resolver tudo quando eu me formar. e por isso, não sei o que começar a fazer agora, sabe?
é tanta coisa que fica dificil porque ainda não tenho autonomia e não tenho tanta alternativa ainda.
queria que você ainda estivesse aqui pra me dar colo e me acalmar.
acho que me falta a paz que seu ser ansioso ainda assim conseguiar me passar.
eu te amo e sempre vou te amar, e pra sempre vou sentir sua falta.
você foi mais do que minha vida, você foi minha companheira de alma, e espero que se houver alguma coisa depois disso tudo, espero que eu possa me reunir a você.
te amo muito e pra sempre.
dos meus dias atuais, dos meus dias de mãe, de senilidade e de fim.
profunda e verdadeiramente.
não demoro mais em voltar.
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