terça-feira, 8 de julho de 2014

Sem Pensamentos

Oi.
Acho que vou desistir mesmo de escrever.
Eu não sirvo pra isso.
Acho que só saem coisas de mim quando tô muito magoada, mas como aprendi a me controlar, e a me importar menos com o que vem dos outros, que anda mais dificil me magoar tanto, então eu vivo na mesma monotia diária.
Me faltam emoções e razões.
Eu resolvi que vou dar um jeito de sair semana que vem, mas não sei para onde vou, para onde quero ir.
Pensei em ir naquele lugar, não me sinto pressionada, nem nada.
Mas eu queria um lugar novo, e confortavel.
Existe algum lugar assim?
Ele me disse para que quando ele viesse aqui, gostaria que eu o levasse a um lugar especial para mim.
E foi aí que percebi que não tenho nenhum lugar especial, que eu goste, que eu me sinta familiarizada e confortavel.
E pensei se sou vazia demais por não conseguir me apegar a nada.
Andei pensando esporadicamente nisso.

Será que sou tão ruim assim?
Será que é mau não me apegar as coisas?

Só é mais simples não viver dessa maneira, é só natural para mim agora.
O fato é que me sinto mal, porque eu vejo que não tem quase ninguem com quem eu conte ou sonhe um para sempre.
Eu se quer tento me enganar.
É como se eu soubesse que hora ou outra as coisas envelhecem e quebram, morrem e não há nada que possa ser feito.
Eu penso assim sobre as amizades, e me sinto verdadeiramente mal por encarar isso tão naturalmente.
Seria frieza minha?
Eu realmente não sei.

Eu me enjoo fácil das pessoas, odeio sentir apego meu ou dos outros sobre mim, me sinto sufocada e sem espaço.
É como se exigissem de mim, e isso me incomoda tanto.
Odeio melosidade, e parece que me sinto melhor quando ignorada do que quando procurada sempre.
É como se respeitassem um espaço, é como se fosse um acordo onde eu também ganho o direito.
Eu tendo a ignorar sempre as pessoas, acho que pelo mesmo motivo.

Isso em partes também tem um pouco de culpa deles.
Eles me sufocam demais, exigem demais.
É o tempo sorrisos e braços abertos, mesmo se eu estiver um caco.
E eles não entendem, nem fazem questão.
São tão egoístas que mal podem ignorar o que o outro sente, são o tempo todo exigencias de uma satisfação que não existe.
Eles gostam de viver uma mentira.
E ao mesmo tempo gostam de esfregar na cara dos outros suas próprias verdades.
Verdades próprias, mentiras para si mesmos, e logo, também para os outros?
Um verdade que é uma mentira, que é mesmo uma verdade?
A unica verdade, talvez seja que tudo é uma mentira.
Eles são tão previsíveis, mas não são uma certeza porque não são uma verdade.
Eu não sei até onde eles são sinceros.

E eis mais uma bagunça.
E mais uma vez, eu não tenho pensamentos sobre.

É isso,
Te amo, para sempre.

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