Olá,
Tantas inconformações, e pra dizer a verdade, mal sei como encarar.
A verdade é que eu já não sei de mais nada, mas existe algo que eu possa fazer?
Se eu quisesse fugir dessa realidade, eu poderia sair de casa, usar drogas, viver e fazer tanta merda, até parar na rua, e talvez morrer em um dia de frio, ser estuprada, ou talvez alguem jogue fogo em mim, porque não duvido que eu seria poupada, mas pra falar a verdade, estariam me fazendo um favor acabando com minha vida em um caso desses.
Loucura.
Mas são apenas ideias estupidas.
Eu não vou fugir, e suicidio deixou de ser uma opção há algum tempo, porque apesar de apagar quando morrer, eu enquanto consciente não posso ser tão egoísta e desestabilizar essa familia, não quero ser o motivo de uma quebra, ou que o pequeno entre em problemas porque eu fui egoísta.
E tudo isso porque sei que eles não tem a responsabilidade para se manterem fortes.
De qualquer maneira, isso só conclui que eu vou ter que ficar aqui, apesar da morte não ser uma questão que me preocupe, além dos que ficarão para trás, e os problemas que eu traria (em poucos aspectos, e ocasionalmente, nos demais).
A questão é que não é exatamente essa,são inconformações.
Não é a primeira vez que vemos ela inconformada e reclamando do pouco e nada que surgir a frente dela, ou do tudo e tanto também.
Eu até posso entender ela, mas me incomoda.
Ele não merecia mesmo tanta consideração e proteção, mas que posso fazer?
Ele é um velho, que podemos fazer conta idade?
Pensando bem, ele não merece nada disso.
Mas eu não iria querer ser tratada como um idiota ignorante ou estupida quando velha, então não quero agir assim com ele.
Eu tenho minhas limitações também, e desde já não quero que me tratem mal, então o que posso fazer é não agir como os demais.
Seria como questão de pensamento coletivo: e se todos nós fizessemos assim?
É como Sartre disse, e volto a repetir que eu o admiro, e gosto de poder pensar sobre suas ideologias e o quanto posso usa-las.
Eu sei que não serei poupada por agir desse jeito, mas não posso contar só com o que há de mal, existem pessoas gentis também, eu ainda tenho fé nas coisas boas.
Eu não vou destratar ninguem, ou agir mal porque os outros podem fazer isso comigo.
E se alguem mais tiver boas intenções?
Então, alguem também deve pensar como eu, assim, ela também dá sentido a isso, e logo, isso poderia ser um coletivo?
Quero dizer, eu vou seguir agindo da maneira que puder, e lógico, sem descuidar e me tornar ingenua, mas em primeira posição, fica a positividade.
Eu posso entender que existem limites de boa vontade, mas nem por isso vou concordar com alguem caçoando o velho, e coisas assim.
Talvez eu esteja sendo chata, mas quero poder entender os dois lados.
Enfim, não quero mais conversar.
Sinto sua falta,
Te amo.
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